O que é laudo de biópsia ou laudo histopatológico?

Destacado

Poucas coisas são tão importantes para a condução de um caso oncológico quanto o laudo de biópsia, também chamado de exame histopatológico. Você sabe do que se trata?

Este exame fundamental é feito através de uma amostra de tecido humano, que é enviada após a cirugia (ou procedimentos de punção/biópsia guiados por imagem, endoscopia, colonoscopia ou broncoscopia, por exemplo) para análise em laboratórios específicos, os chamados laboratórios de patologia.

Estes centros possuem profissionais especializados – os chamados médicos patologistas – que serão capazes de identificar – através do microscópio e, algumas vezes com testes específicos como métodos de coloração ou reações moleculares (p.exemplo o teste de imunohistoquímica) qual o subtipo do câncer.

Para se programar o melhor tratamento do câncer, na maioria das vezes é muito importante se identificar não apenas onde o tumor foi originado, mas muitas vezes seu subtipo. Esta etapa é fundamental!

Você sabia que há inúmeros tipos e combinações diferentes de quimioterapia e que a indicação destas varia de acordo com múltiplos fatores?

Por isso, lembre-se de levar todos os seus exames para o dia da consulta com o oncologista ou cirurgião. Esteja preparado e anote todas as suas dúvidas antes da consulta para que seu médico possa orientá-lo.

Faz parte surgir mais dúvidas pelo caminho: tome nota e discuta todas com o seu médico nos encontros posteriores! Ele é o melhor profissional para te orientar.

Dúvidas? Anote e vamos conversar melhor na consulta 😉

Ainda não faz parte do nosso grupo? Agende já a sua consulta clicando aqui.

Câncer de mama: Por que a mamografia é tão importante?

A mamografia é um exame de raio-X da mama, feito em um aparelho chamado mamógrafo.

É um exame de rastreio do câncer de mama, ou seja, tem o objetivo de diagnosticar lesões suspeitas na mama. Estas alterações podem ser benignas, pré-malignas (sob risco de evoluir para câncer) ou malignas (câncer). Para confirmação de uma lesão suspeita será necessário a biópsia, e a indicação será feita de acordo com os resultados do exame, analisadas pelo ginecologista, mastologista e oncologista.

Este é um exame muito importante, que detecta alterações que nem sempre são observadas ao exame físico ou no ultrassom, por exemplo.

A mamografia possui a capacidade de detectar lesões pequenas (menores que 1cm) ou que são detectáveis exclusivamente neste método (como as microcalcificações, por exemplo) e na maior parte das vezes, quando o diagnóstico é feito por um exame de rastreio/rotina, o câncer está em estágio inicial, o que possibilita melhores resultados no tratamento.

A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que o exame seja feito anualmente em mulheres a partir de 40 anos, enquanto o Ministério da Saúde recomenda o rastreio a partir de 50 anos.

Vale lembrar que as recomendações são diferentes caso se tenha história familiar (mãe, irmã ou filha) de câncer de mama e/ou ovário, ou história de homens com câncer de mama ou próstata com idade abaixo de 50 anos. Nestes casos é importante conversar com seu médico!

E você? Sabia da importância deste exame e por que falamos tanto dele no outubro rosa?

Atenção: O atraso nos exames de rastreio pode causar aumento da mortalidade por câncer!

Black Analog Alarm Clock at 7:01

Vários estudos têm observado o impacto da pandemia no diagnóstico e tratamento do câncer em geral.

Publicado recentemente, um estudo italiano observou que devido a pandemia de COVID-19 houve atraso em muitos exames de rastreio de tumor de intestino e este atraso (quando maior que 6 meses) esteve relacionado com detecção de doença em estágios mais avançados.

Isto é preocupante pois pode impactar nos resultados do tratamento e ocasionar maior taxa de mortalidade pelo câncer.

Foi observado um aumento de 12% no número de óbitos quando se postergou o rastreio para mais de 12meses.

Uma noção errônea que temos é de que o rastreio de câncer de intestino só pode ser feito via colonoscopia, mas na verdade, existem alternativas, que podem ajudar caso não seja indicado ou possível este exame no momento (que já está amplamente disponível nos últimos meses, seguindo normas de segurança, no Rio de Janeiro). A indicação do exame e das alternativas devem ser recomendadas por seu médico, avaliando caso a caso, por isso é importante ficar atento e não atrasar as consultas.

Segundo estimativas do INCA para 2020, o câncer colorretal (intestino) corresponde ao segundo tumor mais frequente em homens e mulheres. A colonoscopia é um exame de rastreio ou screening, e está associada com redução em 25% dos casos de câncer e de 52% na mortalidade pela doença.

Vale lembrar também que os exames de rastreio devem ser realizados pela população geral a partir de 45 ou 50 anos – e que esta recomendação é diferente caso se tenha história familiar de câncer de intestino (cólon ou reto) na família.

E você? Tem se cuidado de verdade?

Referências:

  • Estimativa 2020: incidência de câncer no Brasil
  • Ricciardiello et al. Clinical Gastroenterology and Hepatology (September 2020)

Dicas para antes da sua primeira consulta com o oncologista

Destacado

Um estudo americano observou que mais de 2/3 dos pacientes passa em consulta com pelo menos 2 médicos diferentes antes de saber detalhes sobre o diagnóstico e tratamento oncológico.

A oncologia é uma área da medicina muito específica, em franca evolução e com inúmeros protocolos de tratamento, estudos clínicos e novidades o tempo todo, portanto, o especialista em cada caso – seja ele clínico ou cirurgião – é o profissional mais adequado para se conversar sobre o plano de cuidado e situação da doença.

Na nossa prática, comumente nos deparamos com situações em que os pacientes se apresentam bastante angustiados na primeira consulta, muitas vezes por conta de informações incorretas – ou que não se aplicam ao seu caso – encontradas na internet ou mídias sociais.

Mas é importante ter cuidado com o que lê!

O fato de haver um conhecido ou mesmo um famoso com o “mesmo caso” é também uma fonte frequente de expectativas inadequadas e, muitas vezes de noites sem sono sem motivo, pois assim como cada paciente possui sua história e cada diagnóstico tem seu tempo, cada doença é ÚNICA!

Sendo assim, há inúmeras variáveis que são levadas em consideração para determinar o tipo de tratamento (seja com cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia, p.ex), os efeitos colaterais e a tolerância (você sabia que não é toda quimioterapia que faz “cair o cabelo?”) e inclusive a evolução da doença.

Portanto, se já está com a consulta agendada, fique calmo e tente separar um momento em casa para anotar suas dúvidas! É incrível como irão surgir várias após a consulta, então vá preparado e esclareça as principais inicialmente. Com o tempo você vai perceber que este mundo não é tão complicado assim.

Ainda tem dúvidas? Gostaria de saber qual profissional buscar em cada situação ou determinados sintomas? Fique à vontade para comentar ou compartilhar 😉

Ainda não faz parte do nosso grupo? Agende já a sua consulta clicando aqui.

“E agora?” – O que fazer após o diagnóstico de câncer?

Destacado

Woman in Blue Long Sleeve Shirt Holding Pen

A publicação a seguir visa lhe orientar em caso de diagnóstico de câncer para que você possa traçar, junto a seu médico, de forma adequada um caminho rumo aos melhores resultados.

Para muitos, o câncer é encarado de forma única, como uma viagem. Porém, essa é uma experiência singular que nos une de várias formas. Abaixo seguem algumas recomendações caso você ou seu amigo/familiar tenham diagnóstico recente de câncer.

1 – Defina suas prioridades.
O câncer é uma doença que desafia as pessoas por completo. Ela desafia seu lado emocional, físico, social e espiritual. Ela afeta seu mundo inteiro: trabalho, relações, crenças, auto-estima e experiências do dia a dia.

Não é possível mudar o diagnóstico, contudo, é possível controlar a forma como se vive pós diagnóstico.

Analise com calma para que você consiga definir o que mais lhe importa e convém e como você viverá depois do diagnóstico e durante seu tratamento.

2 – Busque apoio!
Todos que enfrentam ou enfrentaram algum tipo de câncer precisam de apoio em todas as áreas, mas muitas vezes também é necessário solicitar este apoio e deixar claro quais são suas necessidades. Você tem o direito de determinar como a sua equipe médica vai interagir com você e como sua família e também como seus amigos vão lhe dar esse apoio.

Muitos de nós sentimos desconforto ao falar sobre nossas possíveis necessidades. Geralmente damos mais valor à nossa independência e costumamos colocar as necessidades dos outros sempre à frente das nossas.

Por isso, descartamos a possibilidade de pedir ajuda ou de deixar claras as nossas necessidades. Se isso for uma verdade para você, selecione um tutor para cuidar e dividir esta jornada com você, alguém em que confie, seu cônjuge, um parente próximo ou amigo.

3 – Seja seletivo com seu cuidado
Vale muito à pena se esforçar para escolher e reunir a melhor equipe possível para o tratamento do seu câncer.

Isso inclui pesquisar e selecionar a melhor equipe, não apenas na parte médica como cirurgião e oncologista clínico, mas também considerar o acesso à equipe multiprofissional como nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas e também quanto ao uso de terapias complementares.

Existe uma infinidade de tratamentos complementares, baseados em evidências, que podem ser usados juntamente com seu tratamento médico e que podem ajudar na sua recuperação ou melhor qualidade de vida. Reserve um tempo para analisar suas opções de tratamento oncológico e retire todas as suas dúvidas com seu médico oncologista, que será seu parceiro durante a maior parte (ou senão todo) do tratamento.

4 – Busque ativamente oportunidades de auto-cuidado – sempre!
Praticamente todos os pacientes que recebem um tratamento oncológico expressam o mesmo desejo: retornar à sua vida “normal”ou em sua totalidade e plenitude. Embora as oportunidades de auto-cuidado se apresentem de formas diferentes para cada pessoa, alimentar o espírito também é essencial para todos quando falamos de viver bem com o câncer. O acompanhamento psicológico é muito importante para reconhecer medos e falsas crenças, mas também para ressignificar a vida e é fundamental que este trabalho seja feito logo após o diagnóstico e durante o tratamento.

É importante que se reforce pensamentos positivos e de gratidão, independente da situação em que se encontra, seja através da prática da escrita, terapia, práticas de meditação, ou seja buscando momentos de paz e silêncio e encontrando alegrias mesmo em face de sua doença.

5 – Saiba que é necessária uma paciência infinita
Embora todos nós esperemos um bom resultado e o fim do tratamento dessa doença, com a cura, milhões de pessoas continuam a viver com o câncer.
Como em qualquer viagem, podem ocorrer tempestades, desvios são feitos e você pode se sentir perdido por um tempo, portanto paciência e flexibilidade são realidades quase obrigatórias. Busque oportunidades de descanso e a restauração de seu espírito. Saiba que sua experiência com o câncer pode realmente ser uma jornada de cura – não apenas do corpo, mas também do espírito. Você já parou pra pensar no que a doença está querendo lhe dizer?

Trata-se de reencontrar em nós mesmos aquilo que diz sim à vida, quaisquer que sejam as formas que esta vida tomar…”

Jean-Yves Leloup

Dúvidas? Anote e vamos conversar melhor na consulta 😉

Ainda não faz parte do nosso grupo? Agende já a sua consulta clicando aqui.