A publicação a seguir visa lhe orientar em caso de diagnóstico de câncer para que você possa traçar, junto a seu médico, de forma adequada um caminho rumo aos melhores resultados.
Para muitos, o câncer é encarado de forma única, como uma viagem. Porém, essa é uma experiência singular que nos une de várias formas. Abaixo seguem algumas recomendações caso você ou seu amigo/familiar tenham diagnóstico recente de câncer.
1 – Defina suas prioridades.
O câncer é uma doença que desafia as pessoas por completo. Ela desafia seu lado emocional, físico, social e espiritual. Ela afeta seu mundo inteiro: trabalho, relações, crenças, auto-estima e experiências do dia a dia.
Não é possível mudar o diagnóstico, contudo, é possível controlar a forma como se vive pós diagnóstico.
Analise com calma para que você consiga definir o que mais lhe importa e convém e como você viverá depois do diagnóstico e durante seu tratamento.
2 – Busque apoio!
Todos que enfrentam ou enfrentaram algum tipo de câncer precisam de apoio em todas as áreas, mas muitas vezes também é necessário solicitar este apoio e deixar claro quais são suas necessidades. Você tem o direito de determinar como a sua equipe médica vai interagir com você e como sua família e também como seus amigos vão lhe dar esse apoio.
Muitos de nós sentimos desconforto ao falar sobre nossas possíveis necessidades. Geralmente damos mais valor à nossa independência e costumamos colocar as necessidades dos outros sempre à frente das nossas.
Por isso, descartamos a possibilidade de pedir ajuda ou de deixar claras as nossas necessidades. Se isso for uma verdade para você, selecione um tutor para cuidar e dividir esta jornada com você, alguém em que confie, seu cônjuge, um parente próximo ou amigo.
3 – Seja seletivo com seu cuidado
Vale muito à pena se esforçar para escolher e reunir a melhor equipe possível para o tratamento do seu câncer.
Isso inclui pesquisar e selecionar a melhor equipe, não apenas na parte médica como cirurgião e oncologista clínico, mas também considerar o acesso à equipe multiprofissional como nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas e também quanto ao uso de terapias complementares.
Existe uma infinidade de tratamentos complementares, baseados em evidências, que podem ser usados juntamente com seu tratamento médico e que podem ajudar na sua recuperação ou melhor qualidade de vida. Reserve um tempo para analisar suas opções de tratamento oncológico e retire todas as suas dúvidas com seu médico oncologista, que será seu parceiro durante a maior parte (ou senão todo) do tratamento.
4 – Busque ativamente oportunidades de auto-cuidado – sempre!
Praticamente todos os pacientes que recebem um tratamento oncológico expressam o mesmo desejo: retornar à sua vida “normal”ou em sua totalidade e plenitude. Embora as oportunidades de auto-cuidado se apresentem de formas diferentes para cada pessoa, alimentar o espírito também é essencial para todos quando falamos de viver bem com o câncer. O acompanhamento psicológico é muito importante para reconhecer medos e falsas crenças, mas também para ressignificar a vida e é fundamental que este trabalho seja feito logo após o diagnóstico e durante o tratamento.
É importante que se reforce pensamentos positivos e de gratidão, independente da situação em que se encontra, seja através da prática da escrita, terapia, práticas de meditação, ou seja buscando momentos de paz e silêncio e encontrando alegrias mesmo em face de sua doença.
5 – Saiba que é necessária uma paciência infinita
Embora todos nós esperemos um bom resultado e o fim do tratamento dessa doença, com a cura, milhões de pessoas continuam a viver com o câncer.
Como em qualquer viagem, podem ocorrer tempestades, desvios são feitos e você pode se sentir perdido por um tempo, portanto paciência e flexibilidade são realidades quase obrigatórias. Busque oportunidades de descanso e a restauração de seu espírito. Saiba que sua experiência com o câncer pode realmente ser uma jornada de cura – não apenas do corpo, mas também do espírito. Você já parou pra pensar no que a doença está querendo lhe dizer?
Trata-se de reencontrar em nós mesmos aquilo que diz sim à vida, quaisquer que sejam as formas que esta vida tomar…”
Jean-Yves Leloup
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