
Compartilho a capa deste mês da The Lancet Oncology, que discute sobre a triste realidade da oncologia no mundo e sua relação com a pandemia de COVID-19.
O editorial chama atenção para a situação atual e os efeitos da quarentena (ou lockdown) que postergou o rastreio, diagnóstico e afetou o tratamento e suporte de muitos pacientes oncológicos.
Estima-se que, apenas no Reino Unido, cerca de 3 milhões de pessoas deixaram de fazer seus exames de rastreio entre os meses de abril e agosto, com uma queda de 350.000 diagnósticos de câncer quando comparado ao ano de 2019.
O autor lembra bem sobre o que já foi observado em muitos estudos: em como os atrasos no exames de rastreio e diagnóstico podem afetar a mortalidade, e a estimativa é de que em torno de 60.000 vidas sejam perdidas nos próximos 5 a 10 anos.
Trago a discussão para todos pois (na minha opinião) as medidas de auto-proteção e cuidado como higiene, uso de máscaras e evitar aglomerações merecem especial atenção neste momento para evitarmos uma piora dos casos e que seja necessária uma nova etapa de lockdown, como a que ocorre na Europa.
Também chamo atenção para relembrar da importância de não deixar para 2021 o exame preventivo, o rastreio ou a consulta médica que você pretendia realizar este ano. E, claro! Se você está em acompanhamento após um tratamento oncológico, entre em contato com seu médico para avaliar se já não é o momento para retomar seu seguimento – com todos os cuidados necessários.
Enfim..Informações duras mas relevantes. E você, tem se cuidado bem nestes meses difíceis?
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