Como é o tratamento no câncer de reto?

O reto é a porção final mais reta do intestino grosso, que termina no ânus e onde ficam armazenadas as fezes. É nesta região que se localizam vários nervos e músculos que são importantes para o funcionamento adequado do esfíncter anal – aquela região do ânus que controla a liberação das fezes.

De uma forma geral, o tratamento do tumor de reto depende da localização (se mais próximo ou mais distante do ânus), do estágio da doença ao diagnóstico e da proposta de tratamento (curativa ou de controle de doença). Apenas após a avaliação inicial com exames de biópsia, de imagem e com exames de sangue, que podemos discutir e indicar de forma adequada o melhor tratamento. A ressonância magnética dedicada é o principal exame de imagem para avaliação dos critérios p/se indicar o tratamento da doença localizada ou localmente avançada (isto é, sem metástases).

  • No caso de doença metastática (em que houve comprometimento de outros órgãos além do intestino), a indicação de tratamento possui muitas particularidades. Por exemplo, depende se existe ou não plano de cirurgia atual ou futura, se existem muitos sintomas que precisam ser melhorados, ou se o objetivo principal no momento é de controlar a doença de uma forma crônica.
  • O melhor cuidado com o tumor de reto envolve múltiplos profissionais desde a fase inicial. Os protocolos têm evoluído constantemente a fim de conseguirmos melhores resultados, e desde 2020 houveram muitas mudaças no manejo desta doença, que pode ser bastante heterogênea.
  • Em grande parte dos casos, ao contrário do que muitos pensam, a cirurgia NÃO é o passo inicial e o ideal é que o paciente seja avaliado por equipe multidisciplinar no momento do diagnóstico. A análise em conjunto dos especialistas – como ocorre nos tumor-boards por exemplo, é fundamental para se definir o plano de cuidado, ou seja, a indicação e a ordem do tratamento.

Complicado né? Pode parecer, mas uma equipe especializada está bem preparada para avaliar cada caso individualmente e indicar o melhor tratamento. Dúvidas? Anote e vamos conversar melhor na consulta 😉

Quer saber mais sobre o que são tumor boards e como eles são importantes para o melhor cuidado do paciente oncológico? Calma que vamos falar sobre isso em breve.

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Quais os efeitos colaterais da quimioterapia no câncer de intestino?

É importante lembrar que os protocolos de tratamento oncológicos são diferentes e com várias particularidades entre si – a quimioterapia indicada para pacientes com câncer de mama, por exemplo, não é a mesma do câncer de intestino. E, mesmo entre os pacientes com câncer de intestino em situação que pareça semelhante, os protocolos variam de acordo com a idade e comorbidades do paciente, portanto seu oncologista é a pessoa mais indicada para retirar as suas dúvidas e esclarecer/orientar sobre seus sintomas.

De uma forma geral, o tratamento de quimioterapia para câncer colorretal possui efeitos colaterais semelhantes entre si, com algumas particularidades de acordo com a combinação estabelecida em alguns protocolos.

Na maioria dos casos não há queda de cabelo expressiva (alopécia) assim como ocorre em alguns protocolos de câncer de mama, por exemplo, e os sintomas não são limitantes. Ou seja, muitos pacientes conseguem levar uma vida ativa, mantendo atividades de rotina como trabalho e estudos, de uma forma adaptada.

De qualquer forma, é muito importante falar sobre efeitos colaterais e orientar sobre as medicações e/ou condutas a serem tomadas em cada situação. Lembre-se que a reação a cada tratamento é individual e seu oncologista deve acompanhá-los periodicamente a fim de avaliar a necessidade de adaptação e/orientação para o ciclo seguinte.

Os efeitos secundários gerais mais frequentes são: 

  • Mal estar e Fadiga, que ocorrem principalmente nos 5 dias após a quimioterapia
  • Náuseas ou vômitos 
  • Diarréia 
  • Dor de cabeça
  • Boca dolorida ou úlceras /aftas na boca 
  • Perda de apetite e/ou perda de peso 
  • Distúrbios do sono
  • Flatulências ou má digestão
  • Redução nas contagens de células sanguíneas, o que pode provocar anemia, sangramento e infeções. (Por isso é necessário realizar exame de sangue antes de cada aplicação para checar se não há alterações limitantes a se realizar o tratamento.)

Abaixo são listados outros efeitos secundários mais específicos que podem ocorrer de acordo com medicamentos específicos no tratamento de câncer colorretal.

A)  Tratamento contendo quimioterapia oral (capecitabina ou Xeloda):

  • Sensibilidade da pele à luz solar: a exposição solar deve ser evitada durante pelo menos um ano após a conclusão do tratamento. (obs.: Ocorre em maior frequência com o Capecitabina) 
  • Síndrome palmo-plantar: a pele das  palmas e solas apresenta vermelhidão e dor; além disso pode descamar ou surgirem fissuras ou rachaduras.  A síndrome é geralmente ligeira e ocorre conforme o tempo de uso da medicação. Para evitar que surjam ou se agravem os sintomas, é recomendada utilização do creme de uréia desde o início do tratamento.

B)  Tratamento contendo irinotecano (p.ex: FOLFIRI)

  • Olhos lacrimejantes
  • Diarréia 
  • Aumento da produção de saliva
  • Cólicas abdominais
  • Queda ou enfraquecimento do cabelo 

C)  Tratamento contendo oxaliplatina (p.ex: FOLFOX / XELOX / FOLFOXIRI

  • Entorpecimento ou dormência dos lábios, mãos ou pés
  • Formigamento nas mãos ou pés
  • Sensibilidade ao frio, que pode se manifestar como dor de dente, dor na mandíbula ou dor na garganta
    • Obs.: Estes efeitos secundários específicos podem ser persistentes após o tratamento.

D)  Tratamento contendo medicamentos biológicos (Terapia complementar associada para reforçar a quimioterapia). P. ex: Cetuximab/ Panitumumab

  • Ressecamento da pele e lesões cutâneas do tipo acne ou erupções podem ocorrer na maioria dos doentes
  • Hiperemia conjuntival (vermelhidão) e ressecamento ocular

E)  Tratamento contendo medicamentos biológicos (Terapia complementar associada para reforçar a quimioterapia). P. ex: Bevacizumab / Aflibercept

  • Hipertensão e proteinúria (proteína na urina) – que são acompanhadas na consulta e durante o tratamento
  • Outros efeitos secundários raros, mas graves incluem a trombose venosa e arterial, a hemorragia das mucosas (boca, nariz, vagina, reto) e problemas na cicatrização de feridas. 
    • Estes sintomas devem ser notificados ao seu oncologista

Além disso: Não é incomum que os pacientes tenham sintomas de ansiedade, depressão, dificuldade de concentração. Em alguns casos pode ser necessário medicamentos específicos , porém é importante lembrar que o aconselhamento psicológico especializado é aliado valioso nestas situações!

Durante e após o tratamento, a alimentação pode tornar-se problemática devido à perda de apetite, a mudança na percepção do gosto dos alimentos, náuseas e a um mal-estar geral. Os nutricionistas podem dar aconselhamento sobre a nutrição adequada inclusive com dicas e/ou orientação de suplementos.

VOCÊ SABIA?

Os efeitos colaterais são geralmente manejáveis com o uso de medicações sintomáticas – ou seja, para uso em caso de necessidade, porém na maioria dos casos é indicado o uso de medicações de uso obrigatório após a aplicação de quimioterapia. Estas medicações são modernas e tem o objetivo de reduzir o enjôo e vômitos, e mal estar que eram muito comuns quando se fazia quimioterapia no passado.

Em geral as consultas são periódicas, para avaliação clínica e de exames de sangue recentes a fim de se avaliar a segurança de seguir para o ciclo seguinte.

Lembre-se: Seu oncologista é a melhor pessoa para orientá-lo no manejo deste sintomas.

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Como é o tratamento de quimioterapia no câncer de intestino?

É importante lembrar que os protocolos de tratamento oncológicos são diferentes e com várias particularidades entre si – a quimioterapia indicada para pacientes com câncer de mama, por exemplo, não é a mesma que para câncer de intestino. Mesmo entre os pacientes com câncer de intestino em situação que pareça semelhante, os protocolos variam de acordo com a idade e comorbidades do paciente, portanto seu oncologista é a pessoa mais indicada para retirar as suas dúvidas e indicar o melhor tratamento para o seu caso.

De uma forma geral, o tratamento depende da localização (cólon ou reto), estágio da doença ao diagnóstico e da proposta de tratamento (curativa ou de controle de doença).

  • A quimioterapia pode ser indicada contendo apenas um componente ou combinada entre si (2 ou mais tipos de substâncias juntas).
  • Podemos indicar quimioterapia oral (em comprimido) ou venosa (usando ou não um dispositivo de aplicação chamado cateter ou porth-cath).
  • A periodicidade de cada aplicação de quimioterapia depende da situação e pode ser: semanal, a cada 14 ou 21 dias.
  • O tempo de tratamento também varia conforme a situação, podendo ser durante 3 meses, 6 meses ou conforme necessário.
  • No caso de doença metastática (em que houve comprometimento de outros órgãos além do intestino), a indicação de tratamento possui muitas particularidades. Por exemplo, depende se existe ou não plano de cirurgia atual ou futura, se existem muitos sintomas que precisam ser melhorados, ou se o objetivo principal no momento é de controlar a doença de uma forma crônica. Neste último caso, em geral a indicação é de um período pré-determinado de tratamento (4 a 6 meses) seguido de férias e/ou adequação do tratamento – fase chamada de manutenção. Nesta fase o tratamento em geral é mais leve, com menos efeitos efeitos colaterais – e é indicado após avaliação de exames que demonstrem resposta ao tratamento instituído.

Quer saber quais os principais efeitos colaterais da quimioterapia no tumor colorretal? Tem mais posts vindo aí.

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O que o oncologista avalia no câncer de intestino?

A maioria dos tumores colorretais está localizada no cólon enquanto um terço (1/3) localiza-se apenas no reto (câncer de reto). O cólon é a parte mais comprida do intestino grosso enquanto o reto é a porção final mais reta do intestino grosso, que termina no ânus e onde ficam armazenadas as fezes.

O tratamento depende da localização (cólon ou reto), estágio da doença ao diagnóstico e da proposta de tratamento (curativa ou de controle de doença)

O primeiro passo quando estamos diante de um paciente com câncer colorretal é entender a localização do tumor (através de colonoscopia, tomografias e /ou ressonância). Também são necessários exames de sangue específicos e claro, a biópsia para confirmar o subtipo tumoral.

De uma forma geral, o tratamento pode ser combinado ou isolado com técnicas que:

• Atuem no câncer a nível local, tais como cirurgia ou radioterapia

• Atuem nas células cancerosas de forma sistémica (por todo o corpo), tais como a quimioterapia e a terapia biológica dirigida.

A extensão/duração e adaptação do tratamento dependerá do estágio do câncer, das características do tumor e dos riscos para o doente.

Confira abaixo algumas informações importantes que fazem parte do estadiamento do tumor de intestino – fatores que devemos levar em conta na análise de cada paciente.

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A situação da oncologia pela pandemia de COVID-19

Compartilho a capa deste mês da The Lancet Oncology, que discute sobre a triste realidade da oncologia no mundo e sua relação com a pandemia de COVID-19.

O editorial chama atenção para a situação atual e os efeitos da quarentena (ou lockdown) que postergou o rastreio, diagnóstico e afetou o tratamento e suporte de muitos pacientes oncológicos.

Estima-se que, apenas no Reino Unido, cerca de 3 milhões de pessoas deixaram de fazer seus exames de rastreio entre os meses de abril e agosto, com uma queda de 350.000 diagnósticos de câncer quando comparado ao ano de 2019.

O autor lembra bem sobre o que já foi observado em muitos estudos: em como os atrasos no exames de rastreio e diagnóstico podem afetar a mortalidade, e a estimativa é de que em torno de 60.000 vidas sejam perdidas nos próximos 5 a 10 anos.

Trago a discussão para todos pois (na minha opinião) as medidas de auto-proteção e cuidado como higiene, uso de máscaras e evitar aglomerações merecem especial atenção neste momento para evitarmos uma piora dos casos e que seja necessária uma nova etapa de lockdown, como a que ocorre na Europa.

Também chamo atenção para relembrar da importância de não deixar para 2021 o exame preventivo, o rastreio ou a consulta médica que você pretendia realizar este ano. E, claro! Se você está em acompanhamento após um tratamento oncológico, entre em contato com seu médico para avaliar se já não é o momento para retomar seu seguimento – com todos os cuidados necessários.

Enfim..Informações duras mas relevantes. E você, tem se cuidado bem nestes meses difíceis?

Para o texto na íntegra clique aqui

O que é laudo de biópsia ou laudo histopatológico?

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Poucas coisas são tão importantes para a condução de um caso oncológico quanto o laudo de biópsia, também chamado de exame histopatológico. Você sabe do que se trata?

Este exame fundamental é feito através de uma amostra de tecido humano, que é enviada após a cirugia (ou procedimentos de punção/biópsia guiados por imagem, endoscopia, colonoscopia ou broncoscopia, por exemplo) para análise em laboratórios específicos, os chamados laboratórios de patologia.

Estes centros possuem profissionais especializados – os chamados médicos patologistas – que serão capazes de identificar – através do microscópio e, algumas vezes com testes específicos como métodos de coloração ou reações moleculares (p.exemplo o teste de imunohistoquímica) qual o subtipo do câncer.

Para se programar o melhor tratamento do câncer, na maioria das vezes é muito importante se identificar não apenas onde o tumor foi originado, mas muitas vezes seu subtipo. Esta etapa é fundamental!

Você sabia que há inúmeros tipos e combinações diferentes de quimioterapia e que a indicação destas varia de acordo com múltiplos fatores?

Por isso, lembre-se de levar todos os seus exames para o dia da consulta com o oncologista ou cirurgião. Esteja preparado e anote todas as suas dúvidas antes da consulta para que seu médico possa orientá-lo.

Faz parte surgir mais dúvidas pelo caminho: tome nota e discuta todas com o seu médico nos encontros posteriores! Ele é o melhor profissional para te orientar.

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Câncer de mama: Por que a mamografia é tão importante?

A mamografia é um exame de raio-X da mama, feito em um aparelho chamado mamógrafo.

É um exame de rastreio do câncer de mama, ou seja, tem o objetivo de diagnosticar lesões suspeitas na mama. Estas alterações podem ser benignas, pré-malignas (sob risco de evoluir para câncer) ou malignas (câncer). Para confirmação de uma lesão suspeita será necessário a biópsia, e a indicação será feita de acordo com os resultados do exame, analisadas pelo ginecologista, mastologista e oncologista.

Este é um exame muito importante, que detecta alterações que nem sempre são observadas ao exame físico ou no ultrassom, por exemplo.

A mamografia possui a capacidade de detectar lesões pequenas (menores que 1cm) ou que são detectáveis exclusivamente neste método (como as microcalcificações, por exemplo) e na maior parte das vezes, quando o diagnóstico é feito por um exame de rastreio/rotina, o câncer está em estágio inicial, o que possibilita melhores resultados no tratamento.

A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que o exame seja feito anualmente em mulheres a partir de 40 anos, enquanto o Ministério da Saúde recomenda o rastreio a partir de 50 anos.

Vale lembrar que as recomendações são diferentes caso se tenha história familiar (mãe, irmã ou filha) de câncer de mama e/ou ovário, ou história de homens com câncer de mama ou próstata com idade abaixo de 50 anos. Nestes casos é importante conversar com seu médico!

E você? Sabia da importância deste exame e por que falamos tanto dele no outubro rosa?

Atenção: O atraso nos exames de rastreio pode causar aumento da mortalidade por câncer!

Black Analog Alarm Clock at 7:01

Vários estudos têm observado o impacto da pandemia no diagnóstico e tratamento do câncer em geral.

Publicado recentemente, um estudo italiano observou que devido a pandemia de COVID-19 houve atraso em muitos exames de rastreio de tumor de intestino e este atraso (quando maior que 6 meses) esteve relacionado com detecção de doença em estágios mais avançados.

Isto é preocupante pois pode impactar nos resultados do tratamento e ocasionar maior taxa de mortalidade pelo câncer.

Foi observado um aumento de 12% no número de óbitos quando se postergou o rastreio para mais de 12meses.

Uma noção errônea que temos é de que o rastreio de câncer de intestino só pode ser feito via colonoscopia, mas na verdade, existem alternativas, que podem ajudar caso não seja indicado ou possível este exame no momento (que já está amplamente disponível nos últimos meses, seguindo normas de segurança, no Rio de Janeiro). A indicação do exame e das alternativas devem ser recomendadas por seu médico, avaliando caso a caso, por isso é importante ficar atento e não atrasar as consultas.

Segundo estimativas do INCA para 2020, o câncer colorretal (intestino) corresponde ao segundo tumor mais frequente em homens e mulheres. A colonoscopia é um exame de rastreio ou screening, e está associada com redução em 25% dos casos de câncer e de 52% na mortalidade pela doença.

Vale lembrar também que os exames de rastreio devem ser realizados pela população geral a partir de 45 ou 50 anos – e que esta recomendação é diferente caso se tenha história familiar de câncer de intestino (cólon ou reto) na família.

E você? Tem se cuidado de verdade?

Referências:

  • Estimativa 2020: incidência de câncer no Brasil
  • Ricciardiello et al. Clinical Gastroenterology and Hepatology (September 2020)

Dicas para antes da sua primeira consulta com o oncologista

Destacado

Um estudo americano observou que mais de 2/3 dos pacientes passa em consulta com pelo menos 2 médicos diferentes antes de saber detalhes sobre o diagnóstico e tratamento oncológico.

A oncologia é uma área da medicina muito específica, em franca evolução e com inúmeros protocolos de tratamento, estudos clínicos e novidades o tempo todo, portanto, o especialista em cada caso – seja ele clínico ou cirurgião – é o profissional mais adequado para se conversar sobre o plano de cuidado e situação da doença.

Na nossa prática, comumente nos deparamos com situações em que os pacientes se apresentam bastante angustiados na primeira consulta, muitas vezes por conta de informações incorretas – ou que não se aplicam ao seu caso – encontradas na internet ou mídias sociais.

Mas é importante ter cuidado com o que lê!

O fato de haver um conhecido ou mesmo um famoso com o “mesmo caso” é também uma fonte frequente de expectativas inadequadas e, muitas vezes de noites sem sono sem motivo, pois assim como cada paciente possui sua história e cada diagnóstico tem seu tempo, cada doença é ÚNICA!

Sendo assim, há inúmeras variáveis que são levadas em consideração para determinar o tipo de tratamento (seja com cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia, p.ex), os efeitos colaterais e a tolerância (você sabia que não é toda quimioterapia que faz “cair o cabelo?”) e inclusive a evolução da doença.

Portanto, se já está com a consulta agendada, fique calmo e tente separar um momento em casa para anotar suas dúvidas! É incrível como irão surgir várias após a consulta, então vá preparado e esclareça as principais inicialmente. Com o tempo você vai perceber que este mundo não é tão complicado assim.

Ainda tem dúvidas? Gostaria de saber qual profissional buscar em cada situação ou determinados sintomas? Fique à vontade para comentar ou compartilhar 😉

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“E agora?” – O que fazer após o diagnóstico de câncer?

Destacado

Woman in Blue Long Sleeve Shirt Holding Pen

A publicação a seguir visa lhe orientar em caso de diagnóstico de câncer para que você possa traçar, junto a seu médico, de forma adequada um caminho rumo aos melhores resultados.

Para muitos, o câncer é encarado de forma única, como uma viagem. Porém, essa é uma experiência singular que nos une de várias formas. Abaixo seguem algumas recomendações caso você ou seu amigo/familiar tenham diagnóstico recente de câncer.

1 – Defina suas prioridades.
O câncer é uma doença que desafia as pessoas por completo. Ela desafia seu lado emocional, físico, social e espiritual. Ela afeta seu mundo inteiro: trabalho, relações, crenças, auto-estima e experiências do dia a dia.

Não é possível mudar o diagnóstico, contudo, é possível controlar a forma como se vive pós diagnóstico.

Analise com calma para que você consiga definir o que mais lhe importa e convém e como você viverá depois do diagnóstico e durante seu tratamento.

2 – Busque apoio!
Todos que enfrentam ou enfrentaram algum tipo de câncer precisam de apoio em todas as áreas, mas muitas vezes também é necessário solicitar este apoio e deixar claro quais são suas necessidades. Você tem o direito de determinar como a sua equipe médica vai interagir com você e como sua família e também como seus amigos vão lhe dar esse apoio.

Muitos de nós sentimos desconforto ao falar sobre nossas possíveis necessidades. Geralmente damos mais valor à nossa independência e costumamos colocar as necessidades dos outros sempre à frente das nossas.

Por isso, descartamos a possibilidade de pedir ajuda ou de deixar claras as nossas necessidades. Se isso for uma verdade para você, selecione um tutor para cuidar e dividir esta jornada com você, alguém em que confie, seu cônjuge, um parente próximo ou amigo.

3 – Seja seletivo com seu cuidado
Vale muito à pena se esforçar para escolher e reunir a melhor equipe possível para o tratamento do seu câncer.

Isso inclui pesquisar e selecionar a melhor equipe, não apenas na parte médica como cirurgião e oncologista clínico, mas também considerar o acesso à equipe multiprofissional como nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas e também quanto ao uso de terapias complementares.

Existe uma infinidade de tratamentos complementares, baseados em evidências, que podem ser usados juntamente com seu tratamento médico e que podem ajudar na sua recuperação ou melhor qualidade de vida. Reserve um tempo para analisar suas opções de tratamento oncológico e retire todas as suas dúvidas com seu médico oncologista, que será seu parceiro durante a maior parte (ou senão todo) do tratamento.

4 – Busque ativamente oportunidades de auto-cuidado – sempre!
Praticamente todos os pacientes que recebem um tratamento oncológico expressam o mesmo desejo: retornar à sua vida “normal”ou em sua totalidade e plenitude. Embora as oportunidades de auto-cuidado se apresentem de formas diferentes para cada pessoa, alimentar o espírito também é essencial para todos quando falamos de viver bem com o câncer. O acompanhamento psicológico é muito importante para reconhecer medos e falsas crenças, mas também para ressignificar a vida e é fundamental que este trabalho seja feito logo após o diagnóstico e durante o tratamento.

É importante que se reforce pensamentos positivos e de gratidão, independente da situação em que se encontra, seja através da prática da escrita, terapia, práticas de meditação, ou seja buscando momentos de paz e silêncio e encontrando alegrias mesmo em face de sua doença.

5 – Saiba que é necessária uma paciência infinita
Embora todos nós esperemos um bom resultado e o fim do tratamento dessa doença, com a cura, milhões de pessoas continuam a viver com o câncer.
Como em qualquer viagem, podem ocorrer tempestades, desvios são feitos e você pode se sentir perdido por um tempo, portanto paciência e flexibilidade são realidades quase obrigatórias. Busque oportunidades de descanso e a restauração de seu espírito. Saiba que sua experiência com o câncer pode realmente ser uma jornada de cura – não apenas do corpo, mas também do espírito. Você já parou pra pensar no que a doença está querendo lhe dizer?

Trata-se de reencontrar em nós mesmos aquilo que diz sim à vida, quaisquer que sejam as formas que esta vida tomar…”

Jean-Yves Leloup

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